sábado, 16 de agosto de 2008

AMADOR



Primeiro filme que postamos é um curta que ao nosso ver diz bastante do que a gente estava querendo na época. É um filme bem simples que tenta traçar um personagem um tanto auto-bigráfico, mostrando bem a nossa postura com relação à vida. Como todos os nossos filmes esse também foi feito sem nenhuma grana que não fosse do nosso próprio bolso, revelando uma das razões do título e mais a acertada citação do Rô ao Satie. Abaixo está o texto que ele escreveu sobre o filme.

7 comentários:

Anônimo disse...

oi irmãos!, bem lembro de ter visto este curta vosso no ccbb, ha anos atras. natureza morta, paisagem recortada, en-quadriculada. e a coluna vertebral destoante. mais quadro que movimento, mais som que musica. um tchau captado em pleno voo, plena mão. cinema na distancia do ver. belo embriao. quero ver os proximos, os proximos, os proximos!beijos, dani

Cinecasulófilo disse...

Mais dois textos sobre o "Amador": o primeiro, sobre o filme; o segundo, o coloca em segundo numa lista de dez belos curtas.

http://cinecasulofilia.blogspot.com/2006/09/recordando.html#links

http://cinecasulofilia.blogspot.com/2007/01/10-curtas-brasileiros-recentes-que.html#links

Cinecasulófilo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
irmãos pretti disse...

ikeda,

obrigado pela lembrança dos seus textos sobre o amador.
com certeza os seus escritos serão parte integrante desse blogue.
colo aqui a parte do texto que mais me toca.

"Não é que eles não dialoguem com esse mundo externo. Eles o fazem mas de dentro desse casulo (o telefone, a janela). Se o mundo lá fora responde aos chamados deles, nós (os espectadores) não sabemos.



Ao final, enfim, a criação. A criação a partir da matéria-prima do filme: o silêncio, a dor, a distância, a fixidez. A partir disso, a criação: a música, o amor, a intimidade, o movimento. Movimento dos músculos e do espírito."

Cinecasulófilo disse...

hoje escreveria "movimento dos ossos e do espírito". "Ossos" combina mais, remete a coisas cinematográficas interessantes e, além disso, vocês estão cada vez mais magros.

Anônimo disse...

Dani,
essa exibição no ccbb na mostra do filme livre foi memorável. a projeção estava boa e os filmes na programação eram todos no ínimo interessantes e dialogavam entre si. fiquei muito feliz com a sessão e vi como o filme ganhou com a telona. filmes feito em casa e em vídeo mas que funcionam (se completa) num cinema escuro com uma telona e um somzão. valeu pela lembrança.
beijo, ricardo.

Unknown disse...

Gostei muito desse filme na época, mas gosto ainda mais hj. Talvez eu tenha mais para sentir ou me permita criar um pouco mais a partir de um filme tão livre do q na época. Não sei, mas o choro do Amador me emociona muito.

Percebi q lembrava vivamente do filme, antecipando o plano seguinte. O q eu não lembrava é q eramos tão novos. Uma das criticas q ouvia na epoca era ser estranho pessoas tão novas tão intensas, q diminuia a credibilidade do personagem, etc. Não entendia isso, e assistindo hj, acho o oposto. Acho a postura do Amador de se projetar iniciante no amor, na musica, na dor e no cinema corajosa, madura e emocionante.

O filme é o oximoro "simples profundo" assim como o "eu te amo" q ele diz varias vezes e de formas muito distintas.
Talvez por tanto se passar atras da retina e fora do plano eu possa me relacionar com o filme de forma tão diferente tanto tempo depois. Um pouco como aquele short short story "for sale: baby shoes, never worn". Não pela frieza e objetividade, mas pelo q esta escrito para além das palavras.

Gostei muito de ter revisto esse filme. Até daqui a 10 anos.